Planejador de palavras-chave para afiliado: o que olhar antes de escolher o produto
Você digita o nome do produto no Planejador de palavras-chave e aparece uma tabela cheia de números: média de pesquisas, variação, concorrência, dois valores de lance. Parece um veredito pronto. Muita gente escolhe o produto ali mesmo, pelo maior volume ou pelo lance mais baixo, e só descobre depois que a conta não fechava.
O Planejador ajuda, mas responde perguntas mais estreitas do que parece. Este guia mostra o que cada coluna mede de verdade, quais leituras servem para escolher produto de afiliado, quais números enganam quem está começando e como cruzar a ferramenta com outras fontes antes de gastar o primeiro real.
Principais conclusões
| Ponto | Detalhes |
|---|---|
| Volume é desempate | A média de pesquisas mostra se existe procura pelo nome. Entre candidatos parecidos, ajuda a escolher; sozinha, não diz se o produto vende nem se o clique paga a comissão. |
| Lance é faixa, não preço | Os dois valores de lance na parte superior da página resumem o que outros anunciantes pagaram nos últimos 30 dias. O seu custo real só aparece com a campanha rodando. |
| Concorrência mede anunciantes | A coluna compara quantos anunciantes disputam o termo com o resto do Google. Não conta afiliados, não mede vendas e não diz se o produto está saturado. |
| Mesmo país, mesma régua | Local e rede mudam todos os números. Compare produtos parecidos com o mesmo país, idioma e período, ou a comparação perde o sentido. |
| Número estranho pede investigação | Lance muito baixo para um nome de produto costuma indicar que a busca tem outra intenção. Confira na pesquisa real antes de achar que encontrou uma pechincha. |
Para que o Planejador serve na escolha de produto
O Planejador de palavras-chave fica no menu Ferramentas do Google Ads e foi feito para anunciantes em geral. A ajuda oficial do Planejador resume o uso em descobrir termos, conferir estimativas de pesquisas mensais e ter uma noção do custo de aparecer para eles.
Para o afiliado que trabalha com fundo de funil, a pergunta é mais específica: existe gente digitando o nome desse produto no país em que quero anunciar, e quanto os outros anunciantes costumam oferecer para aparecer nessa busca? É isso que a ferramenta ajuda a responder.
Ela não responde se o produto converte, se a comissão cobre o clique ou se o produtor permite anunciar a marca. A própria ajuda do Google lembra que o desempenho de uma campanha depende de lance, orçamento, qualidade do anúncio, local e comportamento do cliente. O Planejador mostra uma parte do cenário.
Por isso, nossa recomendação é usar o Planejador numa etapa definida: depois de ter dois ou três candidatos e antes de fazer a conta de lucro. Se você ainda está montando essa lista, o guia de como escolher um produto para anunciar no Google Ads organiza o processo inteiro.
Para acessar o Planejador, o Google pede que a conta esteja configurada com as informações de faturamento. Não precisa ter campanha ativa para abrir a ferramenta, mas a conta precisa existir de verdade.
Dica profissional: antes de abrir o Planejador, escreva a pergunta que você quer responder com ele. Quem abre sem pergunta sai escolhendo pelo número mais bonito da tabela.
Acerte país, idioma e período antes de ler qualquer número
O erro mais caro do Planejador acontece antes da primeira leitura. A ferramenta abre com o país e o idioma da sua conta. Se você mora no Brasil e vai anunciar um produto nos Estados Unidos, os números que aparecem de cara são do Brasil.
Segundo a explicação do Google sobre as métricas do Planejador, a média de pesquisas, a concorrência e os lances são calculados com base no local e na rede selecionados. Trocar o país muda tudo, e não muda pouco.
Antes de digitar o produto, confira quatro campos no topo da tela:
- Local: o país, ou o conjunto de países, que você realmente vai segmentar na campanha.
- Idioma: o idioma em que as pessoas pesquisam o produto. Produto gringo, em geral, inglês.
- Rede: Google, ou Google e parceiros de pesquisa, igual ao que pretende usar.
- Período: os últimos 12 meses é o padrão. Mude se quiser ver um recorte, mas sabendo o que mudou.
Abrir o mundo inteiro como local pode ser útil para ver se o nome existe, mas não serve para planejar o teste. O afiliado que anuncia em vários países precisa olhar cada um, porque a procura e a disputa costumam ser bem diferentes entre eles. O artigo sobre Brasil ou gringa no Google Ads aprofunda essa escolha.
Dica profissional: anote local, idioma e rede ao lado de cada número que você copiar da tabela. Uma semana depois ninguém lembra em que país estava pesquisando.
Média de pesquisas mensais: o que entra na conta
A média de pesquisas mensais é a coluna que mais chama atenção. A ajuda do Google define como o número médio de vezes que as pessoas pesquisaram a palavra-chave e suas variantes aproximadas, no período, local e rede escolhidos. O padrão é a média de 12 meses.
Dois detalhes mudam a forma de ler esse número. O primeiro: o histórico de pesquisas é mostrado só para correspondência exata. Não importa se você marca ampla, frase ou exata, a média de pesquisas é a mesma. Quem quer entender essa diferença na campanha encontra a explicação em correspondência ampla, de frase e exata.
O segundo: o próprio Google diz que os volumes são aproximados. Somar países ou variações nem sempre fecha a conta esperada. Na prática da NODZ, contas sem histórico de gasto costumam ver o volume em faixas largas, como de mil a dez mil, em vez de um número fechado.
Faixa larga não impede a decisão. Ela só pede humildade: um produto na faixa de mil a dez mil e outro na mesma faixa não estão empatados com certeza, mas também não dá para afirmar que um ganha do outro só por essa coluna.
Volume serve, acima de tudo, como critério de desempate. Entre dois produtos parecidos, mesmo nicho, comissão próxima, mesmo país, o que tem mais procura pelo nome tende a dar mais oportunidades de impressão. Isso é diferente de escolher o produto só porque o volume é alto.
Volume alto também atrai mais anunciantes. E um nome muito procurado pode estar sendo pesquisado por gente que quer reclamar, cancelar ou achar o login da área de membros. A média não separa quem quer comprar de quem já comprou.
Dica profissional: se o volume parecer alto demais para um produto que você nunca ouviu falar, desconfie do nome antes de comemorar. Na maioria das vezes, a palavra também significa outra coisa.
Variação em três meses e no ano: o produto está em movimento?
Ao lado da média, o Planejador costuma mostrar duas colunas de variação: a mudança em três meses e a mudança em relação ao mesmo mês do ano anterior. Elas comparam o mês mais recente com esses dois pontos de referência.
Para o afiliado, essas colunas são as mais úteis da tabela. Um produto com variação positiva nos dois recortes está ganhando procura. Em produtos de afiliado, isso costuma coincidir com mais divulgação: o produtor investindo, afiliados criando conteúdo, gente ouvindo falar e indo pesquisar o nome.
Variação positiva é indicativo, não garantia. A procura pode subir por um lançamento que já acabou, por uma notícia ruim ou por uma onda de reclamações. Antes de ler a subida como oportunidade, veja o motivo.
Variação negativa também não é sentença. Um produto que caiu depois de um pico ainda pode ter procura estável o suficiente para um teste pequeno. O que importa é o tamanho que sobrou e se a queda continua.
Abra o gráfico de pesquisas mês a mês, quando a conta mostrar. Ele deixa ver o desenho que as colunas resumem: subida constante, pico isolado, queda depois de um lançamento ou sazonalidade que se repete. Para aprofundar esse desenho, o artigo sobre como saber se um produto está subindo ou caindo mostra os sinais a cruzar.
Dica profissional: compare a variação de todos os candidatos no mesmo dia. Os números são atualizados, e comparar a coluna de hoje de um produto com a da semana passada de outro distorce a escolha.
Lance na parte superior da página: faixa, não preço
Aqui mora a leitura mais errada do Planejador. A ferramenta mostra dois valores: lance na parte superior da página com os menores valores e com os maiores valores. Muita gente lê como mínimo e máximo do que vai pagar por clique. Não é isso.
A ajuda do Google explica que os dois números recortam os lances que os anunciantes deram no passado para aparecer na parte superior da página: o menor fica entre os 20% de menor valor e o maior entre os 20% de maior valor. Esses dados cobrem os últimos 30 dias, no local e na rede escolhidos.
Três consequências práticas:
- É lance, não custo. O valor cobrado por clique é ajustado no leilão. O Google explica que você paga o necessário para manter a posição, o que pode ficar abaixo do seu lance.
- É de outros anunciantes. A faixa reflete quem disputou aquele termo, com o Índice de qualidade e a estratégia de cada um. A sua realidade pode ficar fora dela.
- Pode não existir. Termos com pouco histórico de lances aparecem sem essa estatística.
O mesmo nome, no mesmo dia, pode ter leilões muito diferentes de uma pesquisa para outra. Quem pesquisou, de onde, em que aparelho, quantos anunciantes entraram naquele momento: tudo isso muda o preço. A faixa do Planejador é uma média de muitos leilões, não a previsão do seu.
Então, para que serve? Para ter ordem de grandeza. Se a faixa de lance do topo é parecida com a sua comissão inteira, você já sabe que o teste vai ser apertado. Se é uma fração pequena, há margem para errar e aprender. O artigo de lucro de afiliado no Google Ads mostra como fazer essa conta sem chutar quantos cliques uma venda vai custar.
Dica profissional: não digite o maior valor da faixa como lance só para garantir o topo. Primeiro lugar com verba curta costuma comprar cliques curiosos e acabar o orçamento antes de você ter dado para analisar.
Concorrência mede anunciantes, não afiliados nem vendas
A coluna Concorrência mostra baixa, média ou alta. Segundo o Google, ela compara o número de anunciantes exibidos para aquela palavra-chave com todas as palavras-chave do Google, no local e na rede escolhidos.
Repare no que fica de fora. A coluna não sabe quem é afiliado, quem é o produtor e quem é uma loja revendendo. Não sabe quanto cada um vende. E não mede se o produto está saturado para afiliados, porque ninguém informa ao Google que é afiliado.
Concorrência baixa não quer dizer caminho livre. Pode ser só um termo novo, que ainda não atraiu muitos anunciantes, ou um nome que o produtor proíbe anunciar e por isso pouca gente arrisca. Concorrência alta também não quer dizer porta fechada: pode ser um produto conhecido que vende bem para muita gente.
Para ver a disputa de verdade, a fonte é outra: pesquise o nome do produto no país escolhido e conte os anúncios que aparecem, repetindo em horários diferentes. Com a campanha rodando, os insights do leilão mostram com quem você está dividindo as impressões.
Quem quer entender quando uma oferta já ficou disputada demais para afiliados encontra os sinais em produto de afiliado saturado. A coluna do Planejador é só uma pista nesse diagnóstico.
Dica profissional: trate a coluna Concorrência como um aviso para olhar a pesquisa, nunca como motivo para escolher ou descartar um produto.
Quando o Planejador não mostra nada
Às vezes você digita o nome do produto e não aparece nenhum dado, ou aparece uma mensagem pedindo para tentar outros termos. Para quem começa, parece que ninguém procura o produto. Nem sempre é isso.
A ajuda do Google explica que a ferramenta não descobre nem prevê palavras-chave com volume muito baixo ou consideradas sensíveis. E diz que as políticas de publicidade personalizada e de privacidade costumam impedir resultados em categorias sensíveis, como saúde e finanças.
Para o afiliado, isso pesa. Boa parte dos produtos digitais e físicos do mercado de afiliados fica justamente em saúde, bem-estar e finanças. O Planejador fica cego para muitos deles, mesmo quando o nome tem procura real.
Quando a tabela vier vazia, siga esta ordem:
- Confira a grafia exata do nome, com e sem espaço, com e sem acento.
- Confirme país e idioma. Produto gringo pesquisado em português no Brasil quase sempre volta vazio.
- Teste variações que o comprador digitaria, como o nome com a palavra que define o produto.
- Abra o Google Trends para o mesmo país e período.
- Pesquise o nome no Google e veja se há anúncios e resultados sobre o produto.
Se o Trends mostrar curva e a pesquisa mostrar anunciantes, há procura, só que o Planejador não exibe. O guia de Google Trends para afiliado mostra como ler essa curva sem confundir interesse relativo com quantidade de buscas.
E se a campanha já estiver no ar com aviso de baixo volume de pesquisa, o caminho é outro: o artigo sobre baixo volume de pesquisa no Google Ads explica o que esse status significa e o que fazer.
Dica profissional: quando o Planejador vier vazio num produto de saúde, não gaste tempo trocando filtro. Vá direto para o Trends e para a pesquisa manual, que é onde a resposta vai aparecer.
Lance muito baixo é sinal para checar a intenção
Um padrão que a gente vê com frequência: o afiliado encontra um produto com volume bom e faixa de lance muito abaixo da dos concorrentes do mesmo nicho. Parece achado. Quase sempre é sinal de que a busca não é sobre o produto.
Imagine um suplemento fictício chamado Vértice. Quem digita vértice no Google pode estar estudando geometria, procurando uma empresa com o mesmo nome ou um filme. O volume soma todas essas pessoas. A faixa de lance baixa reflete anunciantes de outros assuntos, que pagam pouco por esse termo.
Se você anuncia só a palavra vértice, recebe cliques de estudantes e curiosos, que nunca vão comprar o suplemento. É o falso fundo de funil: o nome parece do produto, mas a intenção da busca não é.
Clique barato nem sempre é clique de comprador. O sinal apita forte, mas o que sai da busca pode não ter nada a ver com o produto.
Para conferir, faça três verificações rápidas:
- Pesquisa comum: os primeiros resultados falam do produto ou de outra coisa?
- Google Imagens: as imagens mostram o frasco, o curso ou o livro, ou mostram algo diferente?
- Anúncios: quem anuncia nesse termo vende o produto ou outra coisa?
Se o nome for ambíguo, há duas saídas. Uma é usar termos compostos, como o nome junto da palavra que descreve o produto. A outra é preparar uma lista de negativas que tire as outras intenções, como explica o guia de palavras-chave negativas no Google Ads.
Os critérios para reconhecer um nome que só pertence ao produto estão no artigo sobre como saber se o produto tem nome único. Ele é o complemento natural desta checagem.
Lance baixo pode ser real, claro. Às vezes o produto é novo e ainda tem poucos anunciantes. Mas a ordem da investigação é sempre a mesma: primeiro confirmar a intenção, depois comemorar o preço.
Dica profissional: desconfie também do contrário. Faixa de lance muito acima da média do nicho pode indicar que grandes anunciantes, como lojas ou o próprio produtor, disputam o mesmo termo.
Compare candidatos no mesmo país, com a mesma régua
O Planejador rende mais quando você coloca vários candidatos lado a lado. A opção Ver volume de pesquisas e previsões aceita uma lista de termos de uma vez, ou um arquivo CSV com uma coluna chamada Palavra-chave, segundo a ajuda do Google.
Comparar só faz sentido entre produtos parecidos. Um curso de violão e um suplemento não disputam a mesma busca nem o mesmo comprador, e o volume de um não diz nada sobre o outro. Compare dentro do nicho, com o mesmo local, idioma, rede e período.
Veja um exemplo hipotético, com produtos fictícios, pesquisados no mesmo país e no mesmo dia:
| Candidato | Média mensal | Três meses | No ano | Lance no topo | Leitura |
|---|---|---|---|---|---|
| Curso Acorde Livre | faixa média | positiva | positiva | parecida com o nicho | candidato principal |
| Curso Ponto de Partida | faixa média | negativa | negativa | parecida com o nicho | só se o principal falhar |
| Método Sétima | faixa alta | estável | estável | muito abaixo do nicho | checar a intenção primeiro |
Nesse exemplo, o primeiro curso ganha o desempate: mesma faixa de volume do segundo, mas com procura crescendo. O terceiro tem o maior volume, só que a faixa de lance baixa e o nome comum pedem a checagem de intenção antes de entrar na disputa.
Repare que nenhuma linha da tabela diz qual produto vai vender. Ela diz qual merece ir primeiro para a próxima etapa: a conta de comissão contra clique, as regras do produtor e a página que vai receber o visitante.
Guarde essa comparação numa planilha simples, com a data. Quando o primeiro teste terminar, você volta à lista sem refazer a pesquisa do zero e vê se os números dos outros candidatos mudaram.
Dica profissional: limite a comparação a três ou quatro candidatos por vez. Lista longa vira tabela que ninguém lê com atenção, e a escolha volta a ser pelo número mais chamativo.
Cruze com o Google Trends e com a pesquisa manual
Nenhuma ferramenta, sozinha, fecha a decisão. Cada uma enxerga um pedaço, e o afiliado ganha quando junta os pedaços:
| Fonte | O que mostra | O que não mostra |
|---|---|---|
| Planejador de palavras-chave | estimativa de pesquisas, variação, faixa de lance, concorrência entre anunciantes | intenção da busca, vendas, regra do produtor |
| Google Trends | interesse relativo ao longo do tempo, picos, sazonalidade, termos relacionados | quantidade absoluta de buscas, custo do clique |
| Pesquisa manual | quem anuncia, o que aparece no resultado, se o nome é do produto | volume, tendência |
O Trends costuma mostrar movimento antes do Planejador. Um produto novo pode ter curva no Trends e ainda não aparecer com dados no Planejador, porque a média de 12 meses demora para refletir a novidade. Quando os dois concordam, a leitura fica mais segura.
A pesquisa manual fecha o que os números deixam aberto. É ela que mostra se o nome pertence mesmo ao produto, se o produtor anuncia a própria marca e quantos afiliados aparecem. Não pule essa parte achando que a tabela já respondeu.
Fazer esse cruzamento para cada candidato, um por um, toma tempo. O AdScore junta parte dessas fontes no detalhe de cada produto: comissão, CPC estimado, volume de pesquisa, a tendência do Google Trends quando ela existe e um atalho para a pesquisa do nome no país escolhido, para ver se há anunciantes. A decisão continua sendo sua: a ferramenta não diz sozinha se o produto é fundo de funil.
O vídeo da equipe sobre anunciar fundo de funil com pouco dinheiro mostra por que a procura em movimento pesa tanto na hora de escolher o momento de subir a campanha.
Dica profissional: quando o Planejador e o Trends discordarem, acredite na pesquisa manual para desempatar. Ela é a única das três que mostra o que o comprador vê.
Do Planejador para o primeiro teste
Com um candidato escolhido, o Planejador ainda ajuda numa última etapa: dar uma ordem de grandeza para o teste. Ele não define o seu lance, mas mostra se o teste cabe no seu bolso.
Pegue a faixa de lance do topo e compare com a comissão. Se a comissão paga poucos cliques no valor mais alto da faixa, você vai precisar de muita precisão nas palavras-chave para o teste fechar. Se paga muitos, há espaço para aprender. Essa conta, feita antes, evita o susto do primeiro relatório.
A ferramenta também tem a página de Previsões. Ela estima cliques, impressões e custo com base no orçamento e no lance que você informar. Segundo o Google, as previsões são atualizadas diariamente com os dados dos últimos 7 a 10 dias, ajustados pela sazonalidade. Para conta nova, a base é a média histórica de todos os anunciantes.
Use a previsão como rascunho, não como meta. Ela não sabe nada da sua página, do seu anúncio nem do produto. O próprio Google lista motivos para o tráfego real ficar diferente: conta nova, região pequena, palavras-chave parecidas em campanhas diferentes.
Depois que a campanha começar a rodar, os números que valem são os da sua conta: CPC médio real, termos de pesquisa que dispararam o anúncio, impressões perdidas. É com eles que você ajusta. O Planejador fica como referência para a próxima escolha.
Antes de subir, defina também quanto esse teste pode custar no máximo. O artigo sobre limite de teste de produto ajuda a fixar esse teto antes de olhar o primeiro clique, e o AdScore tem um simulador de ROI em que você informa quantos cliques gastaria até uma venda e vê o custo por venda estimado. É estimativa para planejar, não previsão de resultado.
Dica profissional: salve o print da linha do Planejador no dia em que você subiu a campanha. Quando os números reais chegarem, a comparação mostra o quanto a estimativa errou para aquele tipo de produto.
Os três erros que mais custam
Quase todos os tropeços com o Planejador caem em três erros. Vale revisá-los antes de cada escolha.
Confiar no lance sugerido como custo real. A faixa do topo é um recorte dos lances de outros anunciantes nos últimos 30 dias. O seu custo vem do leilão de cada pesquisa. Quem monta a conta de lucro com o menor valor da faixa costuma se assustar com o primeiro relatório.
Decidir só pelo volume. Volume alto atrai mais anunciantes, pode misturar intenções e não diz nada sobre a comissão. Use o volume para desempatar candidatos parecidos, depois de checar intenção, regra do produtor e conta de lucro.
Pesquisar no país errado. A ferramenta abre com o país da sua conta. Número do Brasil para produto que você vai anunciar nos Estados Unidos, ou do mundo inteiro para um teste em um país só, leva a uma escolha baseada em procura que você não vai alcançar.
Se a sua dúvida for o caminho completo, da escolha do produto ao fundo de funil, o artigo sobre como saber se um produto é fundo de funil complementa esta leitura. Com o Planejador no lugar certo, a escolha deixa de ser um palpite com tabela bonita e passa a ser uma decisão que você consegue explicar.
Dica profissional: antes de fechar o Planejador, escreva em uma frase por que escolheu aquele candidato. Se a frase só tiver um número, volte uma etapa.
Perguntas frequentes
Preciso gastar no Google Ads para usar o Planejador de palavras-chave?
Segundo a ajuda do Google Ads, é preciso concluir a configuração da conta com as informações de faturamento para acessar recursos básicos, como as ideias de palavras-chave. Na prática, contas sem histórico de gasto costumam ver volumes em faixas largas.
O lance da parte superior da página é quanto vou pagar por clique?
Não. São dois recortes de lances que outros anunciantes deram nos últimos 30 dias para aparecer no topo, no país e na rede escolhidos. O valor que você paga depende do leilão de cada pesquisa e só se conhece com a campanha rodando.
Concorrência alta quer dizer que o produto está saturado?
Não necessariamente. A coluna compara o número de anunciantes do termo com o resto das palavras-chave do Google. Ela não sabe quem é afiliado nem quanto cada um vende. Para disputa real, olhe a pesquisa e, depois, os insights do leilão.
O Planejador não mostrou nada para o produto. Devo desistir?
Não automaticamente. A ferramenta não mostra termos com volume muito baixo nem termos de categorias sensíveis, como saúde e finanças. Confira grafia e país, olhe o Google Trends e a pesquisa manual antes de concluir.
Qual país devo escolher no Planejador?
O mesmo país em que você pretende anunciar. Volume, concorrência e faixa de lance são calculados para o local e a rede selecionados. Pesquisar no Brasil um produto que você vai anunciar nos Estados Unidos dá números que não servem para o teste.
Fonte: Equipe NODZ: as ferramentas que o afiliado usa para escolher produto