Dispositivos no Google Ads: como avaliar celular e computador
O celular recebe cliques, mas as compras parecem se concentrar no computador. Antes de excluir um dispositivo, confira o que a campanha mede e o que o visitante encontra depois do anúncio.
Este guia mostra como analisar dispositivos no Google Ads em campanhas de Pesquisa. Você vai separar problema de página, limite de medição e decisão de lance, sem aplicar um percentual que a estratégia nem utiliza.
Principais conclusões
| Ponto | Detalhes |
|---|---|
| Compare a mesma conversão | CPC e quantidade de cliques não classificam um dispositivo como bom ou ruim. Confira a ação medida, o período e as compras antes de decidir. |
| Teste o caminho no celular | Um botão coberto ou um destino errado é um defeito verificável. Corrigir a experiência é diferente de concluir que aquele público não compra. |
| Confira a estratégia de lances | O efeito do ajuste depende da estratégia. No CPA desejado, o ajuste por dispositivo modifica a meta de CPA, não diretamente o lance de CPC. |
| Exclusão exige outra decisão | Quando compatível, -100% exclui o dispositivo; 0% não exclui. Preserve a configuração anterior e confira campanha e grupo antes de salvar. |
O que a divisão por dispositivo realmente informa
O relatório separa o desempenho conforme o dispositivo. Ele permite investigar diferenças, mas não explica sozinho por que elas apareceram. Uma linha com resultado pior ainda pede diagnóstico.
A documentação de segmentação por dispositivo distingue computadores, celulares e tablets. As opções dependem do tipo de campanha; telas de TV e controles avançados de aparelhos não devem ser presumidos como recursos da Pesquisa.
Neste guia, o foco é a campanha de Pesquisa que leva a uma presell. Comece por uma campanha e uma oferta. Misturar produtos diferentes pode atribuir ao aparelho uma diferença que pertence à oferta, à mensagem ou ao destino.
Imagine que uma campanha divulgue um curso e outra um serviço que exige contato. Comparar o celular da primeira com o computador da segunda não responde em qual dispositivo o mesmo anúncio funciona melhor.
Também não transforme preferência pessoal em diagnóstico. Você pode gostar de comprar no computador e seu público usar outro caminho. A decisão precisa partir da operação observada, não do aparelho em que você costuma trabalhar.
Monte um recorte que permita uma comparação útil
Acesse Campanhas, abra Insights e relatórios e procure Quando e onde os anúncios foram veiculados. Na guia Dispositivos, confirme a campanha e o período. Esse é o caminho indicado na documentação oficial.
Outra opção é usar o segmento Dispositivo nas tabelas. Segmentar o relatório muda a visualização dos dados; não significa excluir celulares ou editar lances.
Mantenha à vista o gasto, os cliques, as conversões e o custo por conversão. Se trabalha com valores de conversão, confira primeiro o que esses valores representam. O valor integral de uma venda não deve ser confundido com a comissão do afiliado.
Registre o período escolhido e por que ele é adequado. Um intervalo que atravessa troca de produto ou mudança de rastreamento pode misturar situações que não são comparáveis.
Uma linha com poucos cliques e compras pede mais cautela que um histórico consistente. Este roteiro não propõe uma quantidade universal de cliques para aprovar ou reprovar um dispositivo.
Se precisar aprofundar, examine o grupo ou o anúncio que originou a diferença. Evite aplicar uma conclusão da conta inteira a campanhas com páginas e públicos distintos.
A análise de CPC alto no Google Ads ajuda a avaliar o custo do clique sem tratá-lo como resultado comercial. Clique barato no celular ou no computador não comprova compra rentável. O vídeo CPC alto no Google Ads: o problema pode não ser o CPC, do canal da Equipe NODZ, segue a mesma linha.
Confira a ação de conversão antes de classificar o aparelho
Um visitante tocar no botão da presell e um comprador concluir o pagamento são eventos diferentes. Se os dois entram numa leitura agregada, o dispositivo que facilita o clique de saída pode parecer melhor sem ter trazido mais compras.
Abra a configuração das ações e identifique o evento usado na análise. Confira se corresponde à compra, a um cadastro ou a outra etapa. O guia de conversões primárias e secundárias explica essa separação.
A documentação das colunas de conversão diferencia Conversões de Todas as conversões. Não use as duas como se tivessem necessariamente o mesmo conjunto de eventos.
Ao segmentar por ação de conversão, algumas colunas de custo e cliques podem ficar em branco por incompatibilidade do segmento. Um traço não significa custo zero. Volte ao recorte compatível para consultar o gasto e leia as ações separadamente.
Confira ainda se o período está completo o suficiente para a decisão. O tempo até a conversão pode deixar compras de interações recentes fora da primeira leitura. Evite comparar um período consolidado com outro que ainda recebe registros.
Não espere indefinidamente quando o gasto já ultrapassou o limite definido para o teste. A incerteza sobre atribuição não elimina o risco financeiro. Ela apenas impede apresentar o encerramento do teste como prova de que um aparelho nunca vende.
Teste a presell antes de reduzir o tráfego móvel
Abra o URL final do anúncio, incluindo o caminho que o visitante realmente percorre. Visualizar a página inicial do domínio não testa uma presell específica nem o destino de seus botões. Para saber quais endereços recebem o tráfego, abra antes o relatório de páginas de destino.
Faça a revisão em um celular e em uma tela larga. No computador, a visualização responsiva ajuda a encontrar cortes, mas não substitui conferir o toque e a navegação no aparelho que você consegue testar. No canal da Equipe NODZ, este vídeo ensina a medir a taxa de fuga da presell.
O Google recomenda consistência entre anúncio e página, navegação móvel e bom carregamento. Transforme essa orientação em verificações observáveis, em vez de anotar apenas que a página está bonita.
Leia a chegada como alguém que ainda não conhece a oferta. A promessa do anúncio aparece? Dá para entender o produto sem ampliar o texto? As informações necessárias continuam presentes na versão estreita?
Depois siga o caminho até a oferta, sem concluir uma compra desnecessária:
- Confira se a página abre sem erro e mantém o conteúdo legível.
- Role até o botão e veja se algum elemento o cobre.
- Toque no botão e confirme produto e destino, não apenas a abertura de outra aba.
- Verifique se existe rolagem horizontal que esconde texto ou controles.
- Examine avisos e preferências sem bloquear artificialmente a navegação.
Se o problema está na página intermediária, o Super Presell Ultimate participa da construção e revisão de presells no WordPress. A ferramenta não decide quais dispositivos anunciar nem dispensa testar o caminho publicado.
Preserve a versão anterior antes de editar. Faça a correção e repita o passo que falhava. Conseguir tocar no botão comprova que aquele defeito foi resolvido; ainda não comprova aumento de vendas.
Se o erro estiver na página do produtor, registre o URL, o aparelho, o navegador e o comportamento encontrado. Encaminhe uma descrição reproduzível ao responsável, sem alterar páginas ou acessos que não pertencem à sua operação.
Para erro de abertura ou redirecionamento, use o guia de destino que não funciona no Google Ads. Não tente esconder o problema de revisão ou oferecer experiências enganosamente diferentes conforme o visitante.
Considere a passagem entre celular e computador
Uma pessoa pode pesquisar no celular e continuar em outro aparelho. Essa possibilidade não autoriza concluir que todo clique móvel ajudou uma venda, mas impede tratar o dispositivo do pagamento como explicação completa da jornada.
O Google descreve conversões em dispositivos diferentes que começam com uma interação em um aparelho e terminam em outro, ou em outro navegador. A medição combina informações observadas e modeladas, conforme a documentação das colunas.
Nos relatórios de atribuição, a dimensão Dispositivos permite examinar caminhos. Consulte o que estiver disponível na conta e preserve a definição de conversão usada.
Não transforme o desenho de um caminho agregado em identificação individual de um comprador. Para o afiliado, a conciliação com a plataforma continua limitada pelos dados e integrações realmente disponíveis.
Também não use a existência de jornadas entre aparelhos como justificativa automática para manter qualquer gasto. Ela é uma parte da investigação. A conclusão pode continuar sendo insuficiente para atribuir compras àquele tráfego.

Uma jornada pode passar por aparelhos diferentes. O relatório ajuda a investigar esse caminho, mas não garante reconstruir cada compra individualmente.
O mesmo percentual pode ter efeitos diferentes nos lances
Antes de editar, leia a estratégia ativa. A tabela oficial de compatibilidade dos ajustes mostra que o controle por dispositivo não funciona da mesma forma em todas elas.
Em campanhas de Pesquisa com CPC manual, o ajuste modifica o lance aplicável. Maximizar cliques também aceita ajustes por dispositivo. Isso não cria uma parcela fixa do orçamento reservada a celular ou computador.
Nos Lances Inteligentes, o dispositivo é um dos sinais considerados no leilão. Não acrescente percentuais supondo que serão uma correção manual universal sobre a automação.
Há uma particularidade no CPA desejado: o ajuste por dispositivo modifica a meta de CPA, não diretamente o lance de CPC. Aumentar esse ajuste permite uma meta maior naquele dispositivo, sem garantir mais compras. Para escolher entre essa estratégia e Maximizar cliques, veja maximizar cliques ou CPA desejado.
Para ROAS desejado, Maximizar conversões e Maximizar o valor da conversão, a tabela oficial indica somente a exclusão de dispositivo por -100%, não os ajustes percentuais comuns. Confira a estratégia exata, especialmente se ela tiver uma meta associada.
A regra prática é identificar o que você está mudando: lance, meta ou elegibilidade. Não transfira um ajuste antigo para outra estratégia apenas porque o campo continua familiar.
Confira os níveis de campanha e grupo de anúncios
Quando existem ajustes para o mesmo dispositivo na campanha e no grupo, a documentação informa que o ajuste do grupo é usado. Eles não devem ser somados como duas instruções independentes.
A exceção é a redução de 100% no nível da campanha: nesse caso, o dispositivo é excluído, e o ajuste do grupo não reativa a veiculação. Essa precedência está no procedimento para adicionar ou remover ajustes.
Antes de explicar um resultado pelo percentual da campanha, abra os grupos envolvidos. Você pode estar olhando uma configuração que não é a efetiva para aquele tráfego.
Guarde a configuração encontrada, inclusive campos sem ajuste. Registre qual nível pretende alterar. Uma anotação como “reduzir celular” é insuficiente para reconstruir o estado anterior ou descobrir o alcance da edição.
Evite uma edição em massa enquanto ainda investiga um grupo específico. O problema de uma página não demonstra que todas as ofertas da conta precisem da mesma restrição.
Como alterar sem confundir redução com exclusão
No procedimento oficial, selecione a linha do dispositivo e use o lápis na coluna de ajuste. Escolha aumentar ou diminuir, insira o percentual e salve. Para remover um ajuste, a orientação é apagar o valor do campo.
Zero não exclui um dispositivo. Quando a configuração é compatível, a exclusão usa -100%. Trate essa escolha como retirada de tráfego, não como um pequeno refinamento de custo.
Antes de salvar, escreva a intenção por extenso. “Não receber visitas deste dispositivo enquanto o destino estiver defeituoso” tem um critério diferente de “revisar a meta de CPA conforme o valor comercial observado”.
Depois reabra a campanha e o grupo. Confira o valor salvo, o nível e a estratégia. Registre a data da alteração para separar o período anterior do acompanhamento posterior.
O Histórico de Alterações ajuda a investigar edições anteriores e seus responsáveis. Consulte-o quando houver diferença entre o que você esperava e o que está configurado. O passo a passo está no guia de histórico de alterações no Google Ads.
Um exemplo de revisão para uma oferta de curso
Considere uma campanha hipotética de um curso de costura. O afiliado vê visitas móveis e pensa em anunciar apenas no computador. Antes de editar, descobre que a coluna analisada inclui o clique para sair da presell.
A primeira tarefa é separar esse evento da compra. Não há, ainda, evidência para declarar um dispositivo vencedor. O exemplo não atribui taxas ou resultados a uma campanha real.
Ao testar a página no celular, ele encontra um elemento flutuante sobre o botão principal. Existe agora um defeito concreto: parte dos visitantes pode ter dificuldade para avançar pelo caminho planejado.
O afiliado preserva a página, corrige a sobreposição e repete o teste. Se precisar interromper tráfego enquanto resolve o defeito, registra o motivo operacional e a condição de retomada. Não chama essa interrupção de descoberta sobre a capacidade de compra do público.
A decisão depende do que foi encontrado:
| Situação observada | Próximo passo |
|---|---|
| Botão coberto no celular | Corrigir e testar a interação |
| Compra misturada com clique de saída | Separar as ações na análise |
| Histórico recente ainda incompleto | Revisar o prazo e o limite do teste |
| Diferença comercial consistente | Examinar um controle compatível com os lances |
| Evidência insuficiente | Registrar a limitação, sem inventar um vencedor |
Se a página funciona e o evento está correto, a análise comercial continua. A correção técnica não obriga manter o dispositivo indefinidamente; ela remove um problema que distorcia a avaliação.
Acompanhe a decisão sem refazer a campanha inteira
Separar campanhas por dispositivo não é o primeiro passo deste roteiro. Antes de duplicar estruturas, esclareça o que precisa controlar de forma independente e por que os recursos atuais não atendem à decisão.
Criar cópias sem essa resposta aumenta o trabalho de revisar anúncios, páginas e configurações. Você ainda terá de conferir a medição e explicar a diferença observada; a duplicação não resolve essas perguntas.
Para uma mudança pontual, registre hipótese, configuração anterior, alteração e condição de revisão. Mantenha o mesmo evento comercial na comparação. Não compare cadastros de um período com compras de outro.
Confira o conjunto da campanha, não apenas a linha editada. Gastar menos num aparelho pode simplesmente reduzir a operação. Avalie as compras verificáveis e os limites da atribuição antes de apresentar a mudança como melhoria.
Evite mudar página, anúncio, lance e dispositivo simultaneamente por motivos independentes. Se uma correção urgente exigir várias alterações, faça o necessário e registre que o acompanhamento não isola o efeito de cada uma. Para comparar duas versões sem misturar variáveis, veja experimentos no Google Ads.
A revisão deve terminar com uma decisão concreta: manter, corrigir, restringir temporariamente ou encerrar o teste dentro do risco permitido. Quando faltarem dados, deixe essa limitação explícita.
Conclusão: encontre o problema antes de escolher o controle
O relatório de dispositivos organiza a investigação. Ele não dispensa conferir a compra medida, a experiência da presell e a estratégia de lances.
Comece pelo caminho que o visitante consegue percorrer. Depois examine o resultado comercial e escolha um controle que realmente funcione na campanha. Assim, você consegue justificar a alteração e verificar depois se ela resolveu o problema identificado.
Fontes oficiais consultadas
Documentação consultada em 1º de outubro de 2026. O curso de costura é um exemplo hipotético. O roteiro de revisão é uma proposta editorial, sem benchmarks ou promessa de resultado.
- Google Ads: segmentação por dispositivo.
- Google Ads: segmentos das tabelas.
- Google Ads: colunas e conversões em dispositivos diferentes.
- Google Ads: tempo até a conversão.
- Google Ads: experiência na página de destino.
- Google Ads: relatórios de atribuição e caminhos por dispositivo.
- Google Ads: compatibilidade e precedência dos ajustes de lance.
- Google Ads: sinais dos Lances Inteligentes.
- Google Ads: ajustes por dispositivo no CPA desejado.
- Google Ads: adicionar, remover e conferir ajustes.
- Google Ads: Histórico de Alterações.
Perguntas frequentes
É melhor anunciar no celular ou no computador?
Não existe um vencedor universal. Compare a mesma oferta e ação de conversão, confira o destino em cada aparelho e considere os limites de atribuição. Ter mais cliques ou um CPC menor não prova que um dispositivo traz melhores compras.
Onde encontro o relatório de dispositivos no Google Ads?
No menu Campanhas, acesse Insights e relatórios, depois Quando e onde os anúncios foram veiculados e a guia Dispositivos. Outra opção é aplicar o segmento Dispositivo em uma tabela compatível.
Um ajuste de 0% desativa o dispositivo?
Não. Zero significa ausência de aumento ou redução naquele ajuste. Para excluir um dispositivo em uma configuração compatível, a documentação orienta reduzir em 100%, ou seja, usar -100%.
O ajuste por dispositivo funciona com CPA desejado?
Sim, mas ele modifica a meta de CPA para aquele dispositivo, não diretamente o lance de CPC de cada leilão. Não copie um percentual usado com CPC manual sem revisar o significado da mudança.
O Google Ads consegue considerar uma compra feita em outro aparelho?
O Google informa conversões em dispositivos diferentes, usando dados observados e modelados. Os relatórios de atribuição também permitem examinar caminhos por dispositivo. Isso não garante identificar integralmente cada pedido da plataforma de afiliados.