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Termos de pesquisa no Google Ads: como o afiliado lê o relatório e age

Por Equipe Nodz · · 3.269 palavras · 16 min de leitura

Afiliada marcando em verde e riscando em vermelho buscas de uma lista de termos de pesquisa.

A campanha gastou, recebeu cliques e não vendeu. Antes de trocar o anúncio, baixar o lance ou abandonar o produto, existe uma tela que responde a uma pergunta mais básica: o que as pessoas digitaram antes de clicar? Essa resposta fica no relatório de termos de pesquisa, e muita gente só abre essa tela quando a verba já acabou.

Neste guia você vai ver como montar o relatório, descobrir quanto do gasto foi para a busca que você queria comprar, classificar cada linha por intenção e decidir entre manter, excluir o termo ou excluir a palavra que o estragou. Também vai entender por que esse relatório vem antes de qualquer veredito sobre o produto.

Principais conclusões

Ponto Detalhes
Termo não é palavra-chave A palavra-chave é o que você cadastrou. O termo de pesquisa é o que a pessoa digitou. O relatório mostra a distância entre as duas coisas, e é nessa distância que o dinheiro costuma escapar.
Primeiro, para onde foi o gasto Numa campanha de fundo de funil saudável, a maior parte do custo fica nas buscas pelo nome do produto. Se a maior fatia foi para outras buscas, o teste ainda nem começou de verdade.
Só o gasto certo testa o produto Dinheiro gasto em busca de outro assunto não diz nada sobre a oferta. Some apenas o custo dos termos qualificados antes de concluir que o produto não vende.
Exclua a causa, não só o sintoma Negativar a busca inteira bloqueia aquela frase. Negativar a palavra solta que a tornou ruim, como um ingrediente ou um homônimo, bloqueia todas as variações que ainda viriam.
Período inteiro, várias vezes por semana Olhe o relatório desde o início do teste e volte a ele com frequência nos primeiros dias. Uma leitura mensal deixa o desperdício acumular sem ninguém ver.
Como revisar termos de pesquisa e negativar cliques que não compram — canal Equipe NODZ

O que o relatório de termos de pesquisa mostra

Quando você cria uma campanha de Pesquisa, você escolhe palavras-chave. Elas são instruções: “mostre meu anúncio para buscas parecidas com isto”. O que a pessoa realmente escreve na caixa do Google é outra coisa, o termo de pesquisa.

Os dois só coincidem quando a correspondência é muito restrita e o Google não encontra variações. Na prática, uma palavra-chave em frase ou ampla aciona dezenas de buscas diferentes. Algumas são exatamente o que você queria. Outras são parentes distantes.

A ajuda oficial do Google Ads sobre o relatório de termos de pesquisa define o relatório como a lista das buscas usadas por um número significativo de pessoas e que geraram impressões e cliques no seu anúncio. Ou seja: é a fotografia do que você comprou de verdade.

Para o afiliado que trabalha com o nome do produto, essa fotografia é o primeiro exame. Antes de olhar CTR, CPC ou conversão, você precisa saber se o clique veio da pessoa certa. Um anúncio ótimo mostrado para a busca errada continua gastando.

Se você ainda tem dúvida sobre como cada tipo de correspondência amplia ou fecha o alcance, o guia sobre correspondência ampla, de frase ou exata explica a lógica antes de você chegar aqui.

O que o relatório não mostra

Nem toda busca aparece na tabela. O Google retira do relatório os termos com pouca atividade, para manter seus padrões de privacidade. Os insights de termos de pesquisa agrupam parte dessas consultas em temas, sem revelar cada frase.

Na prática, isso significa que as linhas visíveis podem somar menos custo do que o total da campanha. Essa diferença é gasto real, só que sem termo conhecido. Anote o valor e acompanhe se ele cresce. Não tente inventar o que foi digitado.

Outro detalhe: quando o anúncio aparece em sites parceiros de pesquisa, os termos podem vir mais longos ou com formato diferente, conforme a estrutura de cada site. Se a campanha usa essa rede, separe a leitura por rede. O artigo sobre parceiros de pesquisa no Google Ads ajuda a decidir se esse tráfego vale a pena.

Dica profissional: antes de qualquer decisão, exporte a tabela do período que você vai analisar. Esse arquivo vira sua linha de base para comparar o antes e o depois das exclusões.

Monte a tabela antes de ler qualquer número

O relatório padrão mostra pouca coisa. Vale cinco minutos de configuração para não tirar conclusões de uma visão incompleta.

O período certo. Use o período inteiro do teste, desde o dia em que a campanha começou a rodar, ou desde a última mudança importante. Olhar só os últimos sete dias esconde o desperdício dos primeiros, que costuma ser o maior. Confira também se não ficou um filtro de data antigo esquecido na tela.

As colunas que importam. Inclua pelo menos:

  • termo de pesquisa;
  • palavra-chave que acionou o termo (essa coluna não aparece por padrão);
  • tipo de correspondência do termo;
  • impressões, cliques e custo;
  • conversões e custo por conversão, sabendo qual ação está sendo contada.

A ordenação. Ordene por custo, do maior para o menor. O objetivo é ver primeiro onde o dinheiro foi, não onde houve mais cliques. Um termo com poucos cliques caros pode pesar mais que um termo barato e frequente.

A segmentação, quando necessária. O botão Segmentar separa a tabela por dispositivo, rede ou tempo. Use quando houver suspeita específica, como gasto concentrado no celular. Para isso, o guia de dispositivos no Google Ads mostra como comparar sem misturar causas.

Sobre a coluna de tipo de correspondência: ela descreve a relação entre o termo e a palavra-chave, não o tipo que você cadastrou. Uma palavra-chave em frase pode aparecer associada a um termo classificado como exato, quando a busca foi idêntica. Não use essa coluna para auditar a configuração da campanha.

A primeira pergunta: para onde foi o dinheiro

Com a tabela ordenada por custo, faça uma conta simples antes de ler termo por termo. Separe as linhas em dois montes: buscas que pedem o produto que você divulga e todas as outras.

Some o custo do primeiro monte. Divida pelo custo total da campanha no mesmo período. Esse percentual é o que chamamos aqui de gasto qualificado: a parte do orçamento que de fato foi para quem procurou a oferta.

Num teste de fundo de funil bem montado, a maior parte do custo deveria estar nesse primeiro monte. Não existe percentual oficial, e cada produto tem suas variações, mas a leitura é direta: se a fatia maior foi para outras buscas, a campanha comprou o público errado.

Um exemplo hipotético deixa a conta mais clara. Imagine um suplemento fictício chamado Vexora, anunciado com a palavra-chave em frase “vexora”. Depois de alguns dias, a campanha gastou o equivalente a 100 unidades da sua moeda.

Termo de pesquisa (hipotético) Custo Leitura
vexora 38 Nome do produto, intenção de compra
vexora site oficial 14 Nome do produto, intenção de compra
vexora ingredientes 17 Dúvida sobre composição
vexora reclamação 9 Pesquisa de reputação
vexora capsulas efeitos colaterais 8 Dúvida de saúde
termos não exibidos 14 Gasto sem termo conhecido

Neste exemplo, o gasto qualificado foi de 52 em 100. Quase metade do dinheiro foi para dúvidas, reputação ou buscas não identificadas. Se não houve venda, ainda não dá para dizer que o Vexora não vende. Ele recebeu só metade do teste que o afiliado achava ter feito.

Essa conversa sobre quanto o teste realmente consumiu se liga ao planejamento da verba. O artigo sobre quanto investir para testar um produto de afiliado explica como definir esse limite, e ele só faz sentido quando aplicado ao gasto qualificado.

Dica profissional: registre o percentual de gasto qualificado em cada revisão. Se ele sobe depois das exclusões, a limpeza funcionou. Se ele não muda, o problema pode estar na correspondência da palavra-chave, não nos termos isolados.

Classifique cada linha pela intenção

Depois da conta geral, leia as linhas uma por uma. A pergunta para cada busca é a mesma: essa pessoa quer o que a minha página entrega agora?

Para facilitar, use grupos de intenção. Eles não são uma lista pronta para importar, são uma forma de raciocinar sobre o que aparece.

Grupo Como reconhecer O que costuma significar
Nome do produto O nome sozinho, com “comprar”, “oficial” ou “site” Pessoa pronta para comprar; é o público do teste
Dúvida sobre o produto Nome com “funciona”, “review”, “é bom”, “vale a pena” Perto da compra, mas quer uma resposta antes
Composição e uso Nome com “ingredientes”, “como tomar”, “bula” Busca informação, raramente compra naquele clique
Reputação e suporte Nome com “reclamação”, “golpe”, “reembolso”, “telefone”, “login” Pode ser cliente atual ou alguém desconfiado
Homônimo O nome também é de outra coisa: carro, cidade, música, outra marca Pessoa procurando algo totalmente diferente
Outro produto Nome de um produto concorrente ou parecido Pessoa decidida por outra oferta
Genérico do problema Só o problema ou a categoria, sem o nome Topo ou meio de funil, outra estratégia

O grupo do homônimo merece atenção antes mesmo de a campanha subir. Quando o nome do produto também identifica outra coisa conhecida, parte dos cliques vai para quem procurava essa outra coisa. O artigo sobre como saber se um produto tem nome único mostra como testar isso na própria busca do Google, antes de pagar o primeiro clique.

Já o grupo da dúvida não é lixo. Quem pergunta se o produto funciona conhece a oferta e está avaliando. A questão é se a sua página responde a essa pessoa. Uma página que leva direto para a venda não responde, e o clique tende a voltar para a busca.

Dica profissional: ao lado de cada termo, escreva em uma frase por que ele está no grupo. “Procura bula e a página vende” é uma decisão que você consegue revisar daqui a uma semana. “Termo ruim” não é.

Lista de buscas com linhas destacadas e riscadas, apontando para um pote de moedas.

O que fazer com cada termo depois de classificar

Classificar é metade do trabalho. A outra metade é escolher uma ação para cada grupo. Na prática, existem cinco respostas possíveis.

Manter. O termo é o nome do produto ou uma variação com intenção de compra. Não mexa. Se ele teve gasto e não vendeu, a causa está depois do clique, e o relatório já cumpriu seu papel.

Promover a palavra-chave. Se um termo bom aparece com frequência e não está cadastrado, você pode adicioná-lo como palavra-chave, normalmente em correspondência exata. Isso dá controle direto sobre o lance e o anúncio daquela busca.

Excluir a busca inteira. Quando a frase como um todo não serve, mas as palavras separadas podem aparecer em buscas boas, a negativa de frase ou exata bloqueia só aquela construção.

Excluir a palavra que estragou a busca. Quando uma palavra sozinha muda a intenção, como “ingredientes”, “bula” ou o nome do homônimo, a negativa dessa palavra protege contra todas as próximas variações. Esse ponto merece uma seção própria, logo abaixo.

Mudar o destino em vez de excluir. Se o grupo de dúvida tem volume e você consegue respondê-lo com honestidade, a saída pode ser uma campanha separada levando para uma página de análise. O guia de campanha de review no Google Ads explica como separar essas intenções sem misturar anúncio, página e palavra-chave.

Para montar essa página de análise no WordPress, o Super Presell Ultimate oferece modelos de presell, incluindo o formato de review. Ele organiza a página; o conteúdo honesto e a decisão de anunciar para a dúvida continuam sendo seus.

Excluir o termo ou excluir a palavra

Aqui mora um erro frequente na hora de agir. O afiliado vê “vexora ingredientes” na tabela, marca a linha e adiciona como negativa. Na semana seguinte aparece “ingredientes do vexora”, “vexora lista de ingredientes” e “vexora ingredientes naturais”. Cada uma consome mais alguns cliques.

O que aconteceu: a busca exata foi bloqueada, mas a palavra que a tornava ruim continuou livre. A causa era “ingredientes”, não a frase.

A documentação oficial sobre palavras-chave negativas explica por que isso funciona. Na negativa de correspondência ampla, o anúncio deixa de aparecer quando a busca contém todos os termos da negativa, em qualquer ordem. Uma negativa ampla de uma palavra só, portanto, bloqueia qualquer busca que contenha essa palavra.

Então o processo tem duas camadas. Primeiro, excluir as buscas ruins que já apareceram, direto do relatório. Depois, olhar para essas buscas e perguntar qual palavra solta causou o problema, e incluir essa palavra também como negativa.

Três cuidados nessa segunda camada:

  • Nunca negative uma palavra do nome do produto. Parece óbvio, mas acontece quando o nome tem mais de uma palavra e uma delas é comum. Antes de salvar, leia a lista inteira de negativas procurando o próprio produto.
  • Inclua plural e sinônimos. As negativas não fazem correspondência com variantes aproximadas. Se você excluiu “ingrediente”, “ingredientes” ainda pode passar. Maiúsculas e erros de ortografia, segundo o Google, já são considerados.
  • Pense antes de bloquear palavras ambíguas. “Grátis” pode ser quem quer o produto sem pagar ou quem quer saber se há frete grátis. Uma palavra que divide intenção pede negativa de frase, mais restrita.

Campanha ou lista: onde a exclusão deve valer

Negativas que carregam o nome do produto pertencem à campanha daquele produto. Faz pouco sentido levar “vexora bula” para uma lista usada em outras ofertas.

Já as palavras soltas que costumam indicar busca sem compra em qualquer produto, como “bula”, “ingredientes”, “como tomar” ou “o que é”, podem ir para uma lista de negativas compartilhada. Assim cada campanha nova já nasce com essa proteção, em vez de pagar de novo pelo mesmo aprendizado.

Revise essa lista de tempos em tempos. Uma palavra que faz sentido bloquear para suplemento pode ser exatamente a busca certa para um curso. Para aprofundar tipos de negativa, níveis e revisão depois da exclusão, o guia de palavras-chave negativas no Google Ads cobre o assunto em detalhe.

Dica profissional: mantenha um arquivo simples com três colunas: palavra excluída, motivo e data. Quando o tráfego cair demais, é esse arquivo que mostra o que desfazer primeiro.

Corrija os termos antes de culpar o produto

Existe uma sequência que se repete. A campanha gasta, não vende, e o afiliado conclui que o produto é ruim. Troca de produto, sobe outra campanha igual e o resultado se repete.

Muitas vezes, o relatório de termos teria mostrado que nenhum dos dois produtos foi testado de verdade. O dinheiro foi para buscas de dúvida, homônimos ou assuntos vizinhos.

Os termos são uma das etapas dessa conferência. O checklist para campanha com muitos cliques e nenhuma venda mostra o que vem antes e depois deles, da medição até a oferta.

Por isso a ordem importa. Antes de qualquer veredito sobre a oferta, responda:

  1. Qual foi o gasto qualificado, só nas buscas pelo produto?
  2. Esse gasto chegou perto do limite de teste que você definiu?
  3. Os termos qualificados receberam cliques suficientes para dizer algo?
  4. O caminho depois do clique estava funcionando nesses cliques?

Se as respostas 1 e 2 mostram que o teste real foi pequeno, o produto ainda não foi julgado. Limpe os termos, ajuste a correspondência e deixe a campanha rodar com o gasto indo para o lugar certo.

Se o gasto qualificado foi alto e ainda assim não houve venda, aí o relatório de termos sai de cena e entram outras perguntas: a página, o link, o rastreamento e a própria oferta. O artigo sobre quando pausar uma campanha de afiliado organiza essa decisão para não pausar cedo nem tarde demais.

O vídeo do canal da Equipe NODZ sobre o fim dos cliques sem vendas no Google Ads mostra, na prática, como a palavra-chave desalinhada aparece nos termos de pesquisa e como ela se mistura com problemas de página e de link.

Ligue o termo ao que acontece depois do clique

O relatório de termos responde quem clicou. Ele não responde o que essa pessoa fez na sua página. Duas buscas igualmente boas podem ter comportamentos bem diferentes depois do clique.

Quando você sabe qual palavra-chave levou o visitante até o checkout, a leitura fica mais precisa. Um termo com muitos cliques e nenhuma chegada ao checkout é suspeito, mesmo que pareça bom no papel. Um termo que traz poucas visitas, mas quase todas chegam à oferta, merece proteção.

O Super Pixel é a ferramenta da NODZ que mostra a palavra-chave que levou ao checkout e à compra, além de enviar as vendas das plataformas de afiliados para o Google Ads pela API oficial. Com esse dado, o termo deixa de ser avaliado só pelo texto e passa a ser avaliado pelo que aconteceu depois.

Isso não substitui a leitura do relatório. A ferramenta mostra o caminho de quem chegou; o relatório mostra quem você está pagando para trazer. As duas visões juntas evitam excluir um termo bom por impressão ou manter um termo ruim por esperança.

Se a campanha tem cliques e quase ninguém chega à oferta, vale ler também o guia sobre cliques no Google Ads sem chegada ao checkout, que separa cada ponto onde o visitante pode parar.

Com que frequência abrir o relatório

Um erro silencioso é tratar o relatório como uma auditoria mensal. Em trinta dias, um termo ruim pode consumir uma fatia grande do teste sem ninguém perceber.

Nos primeiros dias da campanha, os desvios aparecem rápido e cada clique errado pesa no orçamento. Vale abrir o relatório todo dia ou a cada dois dias, mesmo que haja poucas linhas.

Depois que as exclusões principais foram feitas e o gasto qualificado se estabilizou, uma revisão por semana costuma bastar. Sempre olhe o período desde a última mudança, para enxergar o efeito do que você fez.

Toda vez que mudar a correspondência de uma palavra-chave, ativar um recurso de expansão ou ampliar a segmentação, volte ao relatório nos dias seguintes. Essas mudanças trazem buscas novas. O artigo sobre AI Max no Google Ads mostra como esse tipo de recurso amplia as buscas e onde conferir o que entrou.

E quando o resultado mudar sem explicação, o histórico de alterações do Google Ads ajuda a cruzar a data da mudança com o momento em que os termos começaram a piorar.

Dica profissional: na operação da NODZ, essa é a primeira tela aberta numa revisão, antes de CPC, CTR ou conversão. Com os termos errados, nenhum outro número da campanha merece confiança ainda.

Erros que distorcem a leitura do relatório

Mesmo quem abre o relatório com frequência pode tirar conclusões erradas. Os deslizes mais comuns:

  • Período curto ou filtro esquecido: a tabela mostra só uma parte do gasto, e o desperdício antigo some da vista.
  • Ordenar por cliques em vez de custo: o termo que mais pesou no orçamento fica escondido no meio da lista.
  • Negativar a frase e deixar a palavra: a mesma intenção volta com outra ordem de palavras na semana seguinte.
  • Negativar parte do nome do produto: a campanha para de aparecer justamente para quem compraria.
  • Confundir a coluna de correspondência com a configuração: ela fala da relação com o termo, não do que foi cadastrado.
  • Concluir que o produto falhou com gasto em busca errada: o teste foi feito em outro público.
  • Ignorar os termos não exibidos: se essa fatia cresce, vale revisar a correspondência das palavras-chave.

Muitos desses deslizes aparecem juntos em campanhas de iniciante. O artigo sobre os erros que travam o afiliado iniciante no Google Ads mostra outros pontos que costumam acompanhar uma leitura apressada da conta.

Checklist de leitura do relatório

Use esta sequência a cada revisão:

  1. Escolha a campanha e o período inteiro desde o início ou desde a última mudança.
  2. Confira se não há filtro esquecido na tela.
  3. Inclua as colunas de palavra-chave, tipo de correspondência, custo e conversões.
  4. Ordene por custo e exporte a tabela.
  5. Calcule o gasto qualificado: custo das buscas pelo produto dividido pelo custo total.
  6. Anote o custo dos termos não exibidos.
  7. Classifique cada linha por grupo de intenção, com uma frase de motivo.
  8. Decida a ação: manter, promover, excluir a busca, excluir a palavra ou mudar o destino.
  9. Revise a lista de negativas procurando o próprio nome do produto antes de salvar.
  10. Registre data, exclusões e percentual de gasto qualificado para comparar na próxima revisão.

Se você está começando, entender o raciocínio do fundo de funil no Google Ads ajuda a reconhecer mais rápido quais termos pertencem ao seu público. E o guia de métricas do Google Ads para o afiliado mostra o que olhar depois que os termos estiverem limpos.

O relatório de termos de pesquisa não melhora a oferta nem a página. O que ele faz é mostrar se o dinheiro do teste foi para quem procurou o produto. Com essa parte resolvida, custo por conversão e taxa de chegada ao checkout passam a falar do produto, e não da segmentação.

Perguntas frequentes

Onde fica o relatório de termos de pesquisa no Google Ads?

Na interface consultada em outubro de 2026, o caminho é Campanhas, depois Insights e relatórios e Termos de pesquisa. Escolha a campanha e o período antes de ler a tabela, porque os dois mudam completamente o resultado.

Por que a soma dos termos não bate com o total da campanha?

O Google omite do relatório os termos com pouco volume de pesquisa, por critérios de privacidade. Por isso as linhas visíveis podem somar menos que o total. Trate a diferença como gasto sem termo conhecido, sem tentar adivinhar o que foi digitado.

Devo negativar o termo inteiro ou só uma palavra?

Depende do que tornou a busca ruim. Se uma palavra sozinha muda a intenção, como um homônimo ou um pedido de ingredientes, a negativa dessa palavra protege contra as próximas variações. Se a busca só é ruim como frase completa, exclua a frase e preserve as palavras.

Com que frequência devo abrir o relatório?

Nos primeiros dias de um teste, vale abrir todo dia ou a cada dois dias, porque é quando os desvios aparecem e custam mais caro. Depois que a campanha estabiliza, uma revisão por semana costuma bastar, sempre olhando o período desde a última alteração.

Termo com review ou funciona deve ser sempre negativado?

Não sempre. Quem pesquisa se o produto funciona está perto da compra, mas quer uma resposta antes de comprar. Se a sua página é de venda direta, exclua. Se você tem uma página de análise honesta para essa dúvida, essas buscas podem ir para uma campanha própria.

Fonte: Equipe NODZ: ajuste de termos de pesquisa no Google Ads

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